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Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

A inevitabilidade de uma morte anunciada...Mas eu gosto de desafiar as probabilidades...

08.07.12publicado por Gato Pardo

Não é de todo invulgar o ser humano pensar por breves segundos em coisas que parecem ridículas.

Decisões que nunca serão tomadas.

Passos que nunca serão dados.

São breves segundos que não passam disso mesmo. Instantes aos quais não se dão importância alguma.

Mas as últimas 48 horas relembraram-me que essa coisa ridícula, a decisão que nunca vai ser tomada, o passo no vazio já foi dado uma vez. Ou seja, não é um pensamento ridículo mas uma sensação de dejá vu...

E tudo isto despoletado por uma singela troca de palavras.

"Tudo tem o seu tempo de vida. A sua razão de existir."

É verdade. É real. Tudo o que se diz num determinado instante tem um determinado contexto anexado. Uns tempos depois, pode não fazer qualquer sentido. O mesmo se passa com o que se escreve.

2005 já vai longe. Parece uma eternidade e ao mesmo tempo, é como se fosse ontem. Tenho cada palavra escrita no Gato presente na ponta dos dedos ou como pequenas navalhas cravejadas estrategicamente pelo corpo.

E a pergunta coloca-se. Até quando? O Gato ainda faz sentido?

A resposta repousa unicamente dentro de mim. E após inspirar um pouco, digo que sim. Faz. O Gato já atravessou a literatura erótica, o sentimento mais profundo e o ódio mais visceral. Actualmente repousa no humor negro. O que gostem ou não, faz de mim um escritor multifacetado.

Alguns gostam, muitos odeiam e milhares desconhecem. Vivo bem com as 3 perspectivas de leitura.

A assiduidade não é aquela que foi no passado embora a escrita continue a fluir. Peguei em projectos que estavam a ganhar pó na gaveta e dei-lhes uma nova vida. Escritos que na altura não faziam grande sentido e que hoje, o fazem plenamente.

Embora às vezes sinta que o Gato já expirou largamente o seu tempo útil de vida, a pessoa que o escreve partilha uma ligação umbilical com a personagem criada. Principalmente quando 90% da personagem, é a pessoa.

O Gato sou eu. O humor sarcástico, os trocadilhos idiotas, as piadas negras inteligentes, até mesmo o gosto pelo sacerdócio em forma de freiras nuas.

O Gato continua a possuir uma única razão para a sua existência.

Eu.

A existência de um é indissociável de outro. 

A vocês, que ainda perdem o vosso tempo aqui neste covil a ler os escritos, que os mesmos vos façam rir tanto quando ainda me fazem rir a mim que os escrevi. E com a garantia que gosto demasiado de mim para abandonar uma parte de mim que prezo tanto...